Oficinas

Oficina 01

Autonomias Indígenas Contemporâneas e as Novas Faces da Sociedade Brasileira

Dados do 1° coordenador:
Nome: Adolfo de Oliveira
Instituição: UFAM - Grupo de Pesquisa Questão Social e Assistência Social no Amazonas
Email: joaodasilva99@gmail.com

Dados do 2° coordenador:
Nome: Luis Eugenio Campos
Instituição: Universidad Academia de Humanismo Cristiano (Chile)
Email: lcampos@academia.cl

Este curso, voltado para estudantes de graduação, pretende fornecer uma introdução às formas contemporâneas de autonomias indígenas, nascidas das profundas transformações ocorridas na sociedade civil brasileira a partir dos anos 90, após a volta do chamado estado democrático de direito ao país. Os objetivos desse mini-curso (abordados através de três tópicos diferentes ministrados por professores diferentes nos três dias) são familiarizar os estudantes com a bibliografia recente sobre as variadas formas de agência política indígena contemporânea; sobre as ‘respostas’ indigenistas à agência política indígena; e sobre a amplitude do espectro da interlocução entre povos indígenas e Estado/sociedade civil no Brasil.

1a sessão: Autonomias indígenas e agências estatais: Procura-se discutir noções de ‘autonomia Indígena’ que se consolidaram nos últimos anos em diferentes pontos das Américas, vistas a partir das formas contemporâneas de relações entre povos Indígenas e vários diferentes estados nacionais. Mnistrantes: Dr. Adolfo de Oliveira e Dr. Luis Eugenio Campos.

2a sessão: Autonomias indígenas e educação: abordará a relação entre as ações das secretarias estaduais de educação na oferta de educação escolar nas aldeias, os movimentos indígenas e os conselhos estaduais de educação escolar indígena. Tratará, também, das relações entre as universidades e os movimentos indígenas e as ações para acesso, permanência e sucesso na universidade. Ministrantes: Dr. Odair Giraldin (UFT) e Ligia Raquel Rodrigues Soares (CTI).

3a Sessão: Autonomias indígenas e grandes empresas: examina alguns casos em que grandes empresas de mineração e hidrelétricas exercem seus poderes para tentar encapsular sociedades indígenas dentro de regimes indigenistas que tomam as características de um "indigenismo empresarial". Ao adotar o discurso da Constituição brasileira de 1988, de autonomia indígena, exercem pressões sobre as novas lideranças interétnicas para que estes atuem como seus porta-vozes, defendendo os interesses destas em nome de uma autonomia indígena. Ministrantes: Dr. Stephen G. Baines (DAN, UnB) e Dr. Cristhian Teófilo da Silva (CEPPAC, UnB)

 

Oficina 02

Antropologia e educação: instrumentalizando a prática pedagógica

Dados do 1° coordenador:
Nome: Maria Batista Lima
Instituição: UFS
Email: mabalima@uol.com.br

Dados do 2° coordenador:
Nome: Rolf Ribeiro de Souza
Instituição: UFF
Email: rolfpreto@yahoo.com.br

A relação antropologia e educação tem sido cada vez mais foco de debates que tanto levantam questões sobre a especificidade do lugar do/a antropólogo/a como sobre a relação antropologia/educação. Os desafios das questões sociais implicam na necessidade de instrumentalizar tanto o campo da pesquisa como o campo das práticas cotidianas com diferentes formas de olhar e agir sobre essa problemática. Temas como violência, juventude, diferenças, diversidade, conflitos e a persistente questão do fracasso/sucesso escolar colocam para o campo da educação, assim como para as outras áreas que se inserem na produção sobre e para a sociedade, o desafio de buscar outros diálogos, de rever seus papéis e tecer novas articulações. Assim,  tanto o uso da etnografia por educadores, como a inserção da ação de antropólogos na educação tem sido um crescente que tem encontrado defesa por alguns e críticas por outros. Entendendo que a antropologia e a educação tomam o ser humano como base comum de reflexão e considerando a necessidade de articulação das especificidades culturais com os valores universais como dimensões de uma mesma realidade, exposta não só como exigência teórica, mas indispensável à medida que a democracia passa a ser desafiada pela evidência da ampliação das desigualdades étnico/sociais/culturais, pretendemos nessa oficina, discutir o lugar da antropologia na prática escolar, em que medida  a sua relação com a educação se processa e de forma sua articulação com o fazer pedagógico pode contribuir para qualificar a educação. Para isso partiremos dos conceitos dos dois campos, de um breve panorama sobre o uso da etnografia na educação e da reflexão sobre algumas problemáticas da prática pedagógica sob a forma de atividades. Finalmente discutiremos os principais dilemas trazidos pelo uso da abordagem etnográfica em educação e as novas tendências para tentar superar esses dilemas.

 

Oficina 03

A Antropologia no Arquivo: métodos e técnicas da pesquisa com documentos

Dados do 1º. Coordenador:
Nome: Vanessa dos Santos Oliveira
Instituição: NNPCS/UFS
e-mail: osvanessa@hotmail.com

Dados do 2º. Coordenador:
Nome: Sheyla Farias Silva
Instituição: UNIT / UFBA

Com esta oficina pretendemos pensar a prática da antropologia e das ciências sociais em geral, quando o tema ou o problema de pesquisa fundamentalmente está ligado à necessidade da pesquisa em Arquivos ou quando o pesquisador necessita esporadicamente explorar documentos. Em algumas situações, entendemos que o Arquivo pode ser pensado em analogia ao “campo” e os documentos em analogia aos “informantes”. Neste curso, apresentaremos distintas técnicas de trabalho, bem como interfaces entre o referencial teórico e conceitual da Antropologia, da História e da Sociologia que possibilitam enfoques sobre o presente, bem como sobre o passado próximo ou distante. A oficina destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação e será realizada em três sessões, em dias diferentes. A primeira sessão, denominada Interfaces entre a antropologia e a história: o documento e o arquivo, será ministrada por Frank Marcon, propondo apresentar um referencial teórico e conceitual de diálogos e perspectivas situadas neste tipo de interface, a partir de distintas concepções inspiradas pela noção de “descrição densa” e exemplificadas pela sua experiência de pesquisa com jornais, relatórios administrativos e processos judiciais. A segunda sessão, denominada O uso de fontes históricas para construção de análises sociológicas, será ministrada por Sheyla Farias Silva, pretendendo apontar algumas possibilidades de uso das fontes cartoriais e eclesiásticas para elaborações de análises sociológicas, bem como, especificamente orientar para os procedimentos de identificação da estrutura documental de libelos de divórcio, inventários, testamentos, assentos de batismo, casamentos e óbitos. A terceira sessão, denominada A pesquisa sócio-antropológica com documentos: técnicas de trabalho e a temática das irmandades religiosas, será ministrada por Vanessa dos Santos Oliveira, com o objetivo de demonstrar a possibilidade do uso de fontes históricas na pesquisa sócio-antropológica, a partir de seus estudos sobre uma Irmandade dos Homens pretos do Rosário, através do uso de testamentos, inventários, prestação de contas, livros de óbitos e outros.

 

Oficina 04

Formação e Pesquisa:
Uma Dimensão Interdisciplinar

Dados do 1° coordenador:
Nome: Luzinete Barbosa Lyrio
Instituição: FACE (Faculdade de Ciências da Educação)
Email: luzinetelyrio@hotmail.com

Dados do 2° coordenador:
Nome: Ely Mary Peixoto  Bitencourt
Instituição: SEC da Bahia (Mestranda em Desenvolvimento Regional e Local)
Email: ellymary@hotmail.com

Repensar o trabalho do antropólogo numa lógica de projeto de pesquisa tem como pressuposto o desejo de mudança no programa de ensino. Nessa perspectiva, uma reflexão referente à prática pedagógica é lançar olhares acerca do papel do profissional ante as transformações econômicas, políticas, sociais e culturais do mundo contemporâneo. O mote tratará das abordagens pontuando as questões sobre a identidade e diversidade cultural no contexto brasileiro, bem como proporcionará uma análise conceitual dos aspectos sóciopolíticos, econômicos, históricos, antropológicos. Assim, a discussão versará sobre a construção de identidade das populações do norte e nordeste, numa dimensão interdisciplinar de trabalho, possibilitando ampliação do leque de conhecimento, e favorecendo o posicionamento crítico frente à produção científica; Tendo em vista que as mudanças socioeconômicas apresentam novas exigências no mundo contemporâneo e fazem com que seja necessária ampla reflexão no campo da pesquisa, fortalecendo o diálogo internacional com os países vizinhos. Assim, a conscientização das questões sociais e culturais estão ligadas à busca da solidariedade entre os povos como também a consciência da unidade do gênero humano e ao desenvolvimento dos intercâmbios culturais que são fatores fundamentais para construção das políticas sociais. O incentivo à competência técnica são elementos essenciais para uma práxis inovadora. No que tange à construção do conhecimento, é notório que pode ser atingido através de ações e políticas afirmativas. Sendo assim, é oportuno discutir sobre o papel do pesquisador a partir da proposta de projeto numa dimensão interdisciplinar, que caracteriza uma atitude de buscar a pesquisa, estimular o pensar e construir as conexões como elo da elaboração do conhecimento. O trabalho será desenvolvido utilizando a metodologia de oficina pedagógica e destina-se a estudantes de graduação e graduados.

 

Oficina 05

Cultura Material – Percebendo e Construindo Sentido

Dados do 1° coordenador
Nome: Profa. Dra. CARLA DIAS
Instituição: PUC-Rio; LACED/MN/UFRJ
Email: cdias@rdc.puc-rio.br

Dados do 2° coordenador:
Nome: Carlos André Lameirão Cortes
Instituição: UNESA; Puc-Rio
Email: lameiraocortes@gmail.com

Baudrillard (1973) fala da sistemática das condutas e das relações humanas que resultam das relações dos homens com os objetos que constroem e que compartilham em sua experiência histórica. Relações que constroem redes de significação, onde a função dos objetos é determinada por seu pertencimento a um conjunto, a um sistema, não existindo em si. São esses sistemas de relações que produzem significados.

Embora os objetos artesanais estejam associados ao ambiente em que são produzidos e a uma função ou utilidade, estas últimas geralmente são ignoradas quando se elege o que deve pertencer à categoria arte. Existe uma lacuna nas “artes utilitárias” que engloba os objetos com função predominantemente utilitária, principalmente se esta for cotidiana, ou doméstica. O ambiente da casa costuma ser visto como desprovido de rituais que transformariam a aura dos objetos. Na medida em que se pensa nos objetos como constituidores de um universo relacional de formas sendo estas vias de acesso para questões fundamentais, pretendemos nesta oficina, tratar destas questões e exercitar a capacidade de observar e de se envolver, trocar, interagir, dialogar com ou por meio dos objetos. Em um processo onde, numa experiência circunscrita no tempo e no espaço, desconstruir estereótipos formais. O espaço doméstico, conhecido e vivenciado passa a ser um espaço privilegiado para experimentar esta possibilidade. A utilidade aqui apresentada é reforçada pelo olhar dirigido ao objeto em termos das relações que a sua produção e uso propiciam.

 

Oficina 06

Folclore Sergipano: novos olhares

Dados do 1º Coordenador:
Nome: Suely Gleide Amancio Martinelli
Instituição: UNIT
e-mail: suelyamancio@yahoo.com.br

Dados do 2° Coordenador:
Nome: Wellington de Jesus Bomfim
Instituição: UFS
e-mail: weraian@yahoo.com.br

Esta atividade tem o objetivo de discutir novas abordagens no campo dos estudos antropológicos acerca do Folclore. Temática bastante discutida na atualidade em virtude de Políticas Públicas que tem atingido diretamente a dinâmica destas expressões. Partindo do universo sergipano estaremos discutindo as relações das manifestações, bem como o grupo social que fazem parte, com a sociedade geral. Atentando para as implicações conseqüentes das mudanças presentes nestas manifestações, e como isso reflete nas relações internas e externas das comunidades. Uma questão importante a ser tratada será o auto-reconhecimento dos grupos acerca de suas práticas sociais, enfatizando o pertencimento das mesmas à cultura e a história destas coletividades.  Serão apresentadas algumas das expressões deste âmbito social no estado de Sergipe, o qual apresenta um grande número de eventos que envolvem a participação dos então chamados “Grupos Folclóricos”. Será utilizado, para tanto, três tipos de intervenção: mostra de vídeos e documentários sobre os grupos; algumas discussões teóricas no campo da Antropologia; e uma vivencia prática com danças folclóricas sergipanas. Pretende-se proporcionar um intercambio com outras experiências (outros estados), e assim tecer relações entre as formas, indumentárias, instrumentos, ritmos, cantos, etc. Com o intuito de estabelecer uma reflexão do ponto de vista das diferenças, partindo da idéia de que cada grupo representa uma linguagem de sua ordem social.

 

Oficina 07

Pentecostalismos e os caminhos da secularização no Brasil

Dados do 1º Coordenador:
Nome: Jonatas Silva Meneses
Instituição: UFS
e-mail: jonatas@ufs.br

Dados do 2° Coordenador:
Nome: José Rômulo de Magalhães Filho
Instituição: UNIT
e-mail: romulomagalhaes@jrmf.pro.br

Peter Berger, no Livro “O dossel sagrado”, afirma que o protestantismo despiu-se do mistério, do milagre e da magia, numa clara alusão ao processo de desmagicalização da religião. Contudo, é fato, o Cristianismo – e aqui é necessário incluir tanto o protestantismo quanto o catolicismo – sempre encontrou formas de reinterpretar as suas práticas mágicas, dando curso aos elementos considerados por Berger como em extinção. Pretende-se, na primeira etapa desta oficina – ou curso –, explorar as origens do pentecostalismo no Brasil, identificar e esclarecer sobre os principais elementos dessa religiosidade que são demarcadores do processo de secularização, mas, sobretudo, na segunda etapa do curso, identificar e esclarecer sobre os principais elementos demarcadores de uma religiosidade mágica. Pretende-se, ainda, estabelecer relações entre os símbolos religiosos mais presentes no pentecostalismo brasileiro, e que têm sido o marketing principal nas suas práticas proselitistas, e os símbolos que são balizares nas religiosidades católica, espírita e afro-brasileira. Numa terceira etapa da oficina analisaremos o crescimento e a conseqüente visibilidade do grupo e as conseqüências dessa visibilidade.

 

Informações: (79) 2107-8585