Nesta X edição da ABANNE estamos criando a I REA (Reunião Equatorial de Antropologia), pretendendo ampliar o caráter regional das reuniões de antropólogos do Norte e Nordeste do Brasil para um espaço de diálogo internacional com a antropologia dos países latino-americanos vizinhos destas duas regiões do Brasil. Na prática este diálogo já vinha acontecendo nos últimos encontros da ABANNE (Reunião de Antropólogos Norte-Nordeste) e agora se torna oficialmente um evento de caráter internacional.
A Antropologia na UFS
Desde que começou a ser lecionada como disciplina obrigatória nos cursos de formação de professores de ensino médio nas áreas de Geografia e História, na antiga Faculdade Católica de Filosofia, nos idos de 1951, até os dias atuais, quando já se passaram mais de 15 anos da fundação do curso de Ciências Sociais, na atual Universidade Federal de Sergipe, muitas mudanças se verificaram nos rumos da Antropologia no Estado e muitos nomes se alternaram na promoção desse processo.
Estudiosos como Felte Bezerra, Garcia Moreno e Lucilo Costa Pinto, mesmo sem a formação específica em Antropologia, já que procediam de cursos como Medicina e Odontologia, muito contribuíram, através do ensino de matérias como Antropologia Física e Etnologia para a difusão da disciplina entre os estudantes, alguns dos quais, mais tarde se alternariam no exercício da docência dessas mesmas disciplinas. Entre os nomes da geração seguinte. Destaca-se o nome da professora Josefina Leite, cuja atuação, ainda na Faculdade Católica de Filosofia, garantiu a continuidade do ensino daquelas matérias, agora acrescidas de curtas incursões ao campo, despertando também nos futuros geógrafos e historiadores o interesse pela investigação antropológica.
Quando da unificação das escolas superiores em torno da Fundação Universidade Federal de Sergipe e da posterior criação do Departamento de Ciências Sociais, a demanda pela disciplina de Antropologia, inclusive nos cursos das áreas de saúde e exatas, cresceu de forma significativa, exigindo a contratação de novos professores. Esse grupo, capitaneado por Beatriz Góis Dantas, foi o responsável pela realização de investigações antropológicas mais sistemáticas no Estado, e pelo compromisso com a rotina da oferta acadêmica na Universidade. Dessas incursões ao campo resultaram duas principais contribuições à sociedade sergipana: a criação do Museu do Homem Sergipano, que desde 1996 conserva o acervo reunido em pesquisas anteriormente realizadas sobre folclore, etnologia indígena e religiões afro-brasileiras; e o Museu de Arqueologia de Xingó, referência na região de acervo pré-histórico.
Hoje, o Departamento de Ciências Sociais conta em seu quadro com um grupo sólido de antropólogos que atuam em diversos cursos e grupos de pesquisas vinculados ao departamento e ao Núcleo de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais - Mestrado em Sociologia.
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