Chalita emociona participantes do ENEAC

Doutor em Direito e em Comunicação e Semiótica, Mestre em Direito e em Ciências Sociais, autor de 50 livros e atual vereador eleito por São Paulo, Gabriel Chalita foi o primeiro palestrante no dia 09 de abril e explanou sobre o tema "Gestão - Rompendo desafios e construindo o futuro".

Chalita ressaltou a importância de fazer uma gestão baseada no respeito, pois as palavras podem tanto fortalecer como pode destruir as pessoas. "Respeite a sua majestade: a palavra, que pode construir ou destruir pessoas. Por mais que tenhamos evoluído na questão tecnológica, os seres humanos são diferentes, não são máquinas", lembrou.

O desafio, segundo ele, é conseguir investir nas pessoas, para que elas tenham a responsabilidade de fazer o que a elas foi designado. Para isso, é preciso olhar para as pessoas de uma forma integral: com suas experiências de vida, com seus sonhos e inseguranças. Assim, podemos harmonizar pela razão, sem medo do outro e do novo, e superar o medo de fazer melhor. E aconselhou: "o que fazemos tem que ter eco, tem que repercutir como aprendizagem. Viajar é bom, fazer coisas diferentes é bom, mas o segredo da emoção está no ordinário, no simples do cotidiano, como tomar café juntos todos os dias. Ganhamos com a inteligência, com o argumento, com a educação".

Às 10h, a segunda palestra do dia foi com Celita Oliveira, Assessora Jurídica da Febrac e autora de 50 livros, que explanou sobre os quatro campos do poder nacional na atualidade.

Celita Oliveira explicou que os símbolos nacionais: Hino, Bandeira, Armas e o Selo retratam o significado da nação. O poder nacional não está nas mãos do Presidente da República, mas, sim, das pessoas, no voto. "Nas urnas ou no dia a dia, devemos lembrar do nosso poder, em eleger certo, com base no comportamento ético dos nossos futuros representantes, para que estes sejam de menos discurso e mais ação, e não de assistencialismo, mas de orientação, de resgate de valores e de esclarecimento para que a população possa caminhar com suas próprias pernas", explicou.

O último fórum de debates do Eneac 2010 contou com a presença dos senadores Marco Maciel e Garibaldi Alves, os presidentes da Febrac, Sindprest/RN e Seac/PE, Laércio Oliveira, Edmilson Pereira de Assis e Agostinho Gomes, respectivamente, cujo tema foi "os políticos e a sociedade".

O primeiro a discorrer sobre o assunto foi o senador Marco Maciel que lembrou que esta é uma geração privilegiada, pois poucas conseguem ver e viver a virada de um século - do XX para o XXI. "Assistimos o início do novo milênio e são poucos que desfrutam desta oportunidade. Isso nos faz refletir sobre o passado e a partir daí fazer projeções importantes sobre o futuro".

Paralelamente, estamos vivendo com novas tecnologias da informação e do conhecimento, que faz com que o Brasil se eleve na sociedade internacional. Segundo o senador, temos tudo para aproveitar este momento e dar um up grade em relação ao futuro. No entanto, ele ressaltou que "só seremos melhores quando melhorarmos o nosso grau de eficiência e de governabilidade, a partir da educação".

Neste sentido, "precisamos trabalhar na reforma política, ou melhor, na reforma e fortalecimento institucional, evitando o retrocesso e fortalecendo a Federação brasileira (municípios, estados), descentralizando o poder e dando mais força aos estados e municípios, para que possamos avançar institucionalmente.

O senador Garibaldi Alves Filho defende que o encontro da política com a economia deve ser estreito, pois "políticos e empresários não podem ter propósitos diferentes, mas senão iguais em meio e fim, convergentes para o bem comum", apontou. Segundo ele, é preciso enxergar o processo de aceleração da economia nacional como uma ação necessária, através da transparência, afastando aquilo que é ilícito. "Devemos impulsionar a reforma política e partidária. De outro lado, a reforma tributária, há tempos adiada, também precisa ser realizada", finalizou.

Fonte: Assessoria ENEAC