Dalmir Sant’ana abre atividades do segundo dia do ENEAC 2010
O segundo dia, 08 de abril, do Encontro Nacional das Empresas de Asseio e Conservação (Eneac), em Natal/RN, foi tão movimentado quanto o primeiro. Ainda com a chegada e credenciamento de alguns participantes, a primeira palestra do dia iniciou às 09h, com o palestrante comportamental Dalmir Dantas Sant´Anna que explanou sobre como gerir a empresa na era da oportunidade.
Conhecido por palestras dinâmicas e inovadoras, Dalmir Sant´Anna encantou a os participantes com truques de mágicas e iniciou perguntando a todos em qual time pertence: dos que fazem mais ou dos que fazem menos. "Vamos fazer um dia mágico em nossas vidas. É preciso surpreender e encantar as pessoas que estão a nossa volta e o compromisso de fazer muito mais".
Sant´Anna incentivou a fazer do trabalho um paraíso e com isso, transformar o emprego num lugar onde todos querem trabalhar. E para se destacar no mercado é necessária, segundo ele, uma gestão baseada na velocidade, passando por todas as mudanças, com vontade de realizar e com visão.
Ele ressaltou que o maior patrimônio das empresas é o cliente, pois sem ele, não há crescimento e por isso a necessidade de se colocar no lugar dele. Neste sentido, os "colaboradores precisam sentir que você é o líder, aquele que valoriza as pessoas. Não devemos igualar as pessoas no tratamento, mas sim que diferenciar as talentosas e aquelas que merecem o nosso respeito", explicou. Por fim, falou sobre a base do planejamento: aonde se quer chegar, para acertar o alvo e de forma coerente.
Em seguida, o diretor das Indústrias Becker Astriel Mendonça Junior trouxe à discussão o tema importante do meio ambiente e o impacto dos produtos de limpeza. "Temos que nos preocupar com produtos que utilizamos nas nossas empresas" e explicou que realidade dos números mundiais e as perspectivas para os próximos anos assustam e nos leva a pensar seriamente em ações para garantir mais sustentabilidade.
Astriel Mendonça falou de algumas ações que as indústrias de produtos de higiene e limpeza podem colaborar para redução do impacto ambiental, como por exemplo, os cursos realizados pelas Escolas de Limpeza, que ensinam a usar melhor produtos, acessórios, máquinas e equipamentos. E já na questão dos químicos, é importante "usar formulações e matérias primas isentas de fósforo, ácidos e bases fortes, metais ecoSolventes Minerais, Clorados e Glicólicos". E aconselhou a procurar "as empresas de cosméticos que estão mais a frente, usando em seu portfólio de matéria prima produtos naturais com tecnologias integradas à natureza e ao homem".
Fórum
As atividades do segundo dia do Eneac 2010 terminaram com o Fórum sobre Terceirização, com a presença de Lívio Giosa - presidente do CENAM, José Moacyr Pereira - presidente da Fenascon e do Siemaco, Vander Morales - presidente do Sindeprestem, Ministro do TST Pedro Paulo Manus, Rui Marques Monteiro - presidente do Seac/SP e Jerfferson Simões - presidente da Fenavist.
O Ministro Pedro Paulo Manus defendeu uma lei de terceirização de acordo com o mercado de hoje. "O direito tem que tratar a terceirização adequadamente, na realidade de como funciona hoje. No entanto, não se pode confundir precarização com terceirização", respondeu.
Para Manus, a idéia de terceirização é licita deste o seu inicio, mas a partir do crescimento econômico, houve mudanças que pressupõem o entendimento errôneo de que a terceirização é ilícita, quando consideram a subordinação estrutural.
O presidente da Fenavist, Jerfferson Simões, ressaltou a realidade do empresariado. "No momento que constituímos a empresa, no primeiro funcionário contratado, já estamos criando um passivo trabalhista enorme dentro das nossas empresas, por falta de uma lei adequada, para que possamos trabalhar em paz" e defendeu uma Lei que regulamente a Terceirização e "também um trabalho nos contratantes, em nível nacional, para que não nos enxerguem como um gerenciador apenas de mão de obra. A massa produtiva na área da segurança e limpeza, por exemplo, está em 40% nos órgãos públicos e hoje não temos normas. Somos legislados por súmulas", lembrou.
Já José Moacyr Pereira falou sobre o preconceito do tema "terceirização", a exemplo da precarização: "Como se a terceirização fosse o ´demônio´ no mundo do trabalho. O outro é o sofrimento é o preconceito que os trabalhares sofrem por serem terceirizados" contou. Além disso, defendeu a elaboração de um projeto de lei que dê proteção jurídica aos empresários e aos trabalhadores.
O presidente do Sindeprestem, Vander Morales, criticou a alta tributação para as empresas do segmento. "Por que estamos recolhendo tanto impostos? Perdemos tempo de gestão resolvendo questões legais, quando poderíamos evoluir ainda mais com o negócio em si e com o país. Os empresários vivem do lucro e precisam cada vez mais valorizar seus serviços para não serem vistos com os seus negócios desvalorizados" afirmou. Por fim, chamou a todos para unir forças para lutar pela regulamentação da atividade. Lívio Giosa complementou e disse que "o empresariado precisa se fazer presente. Enfim, a melhoria da prestação e serviços no Brasil será uma forma de reconhecimento do valor destes serviços terceirizados. É necessário também que todos tenhamos representatividade política, mas há falta de envolvimento, percepção da importância do cidadão no envolvimento político".
Para finalizar o painel, o Ministro Pedro Paulo Manus diz que é preciso regulamentar de forma eficiente o mercado da terceirização, para que os empresários trabalhem sossegados. "O juiz precisa aplicar bem a Lei. Para isso, é preciso entender a lei e hoje não há esta lei. É, por isso, há os delírios sobre o tema, inclusive nos momentos de julgamento". Já para Aldo de Avila Junior, diretor Financeiro do Seac/SP, o problema da terceirização não é ideológico é sim financeiro, "pois temos as Centrais contrárias à terceirização, a exemplo da CUT, que está perdendo seus clientes para os sindicatos e assim atrapalhando a regulamentação da Lei da Terceirização", lembrou ele.
Fonte: Assessoria FEBRAC












