
15% das crianças têm excesso de peso
Hoje, é comum andar pelas ruas e encontrar um pequeno de peso (criança gordinha, bochechuda e roliça). Um estudo publicado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, SBEM, mostra que há 30 anos o índice de crianças no Brasil com obesidade era de 3% e hoje chega a 15% com excesso de peso.
Entre as principais conseqüências, o estilo de vida pouco saudável tem sido apontado como o número um na lista dos nutricionistas. "Hoje, com toda a comodidade e praticidade das comidas rápidas, as crianças estão propensas a consumir alimentos com alto teor de gordura e pouco nutritivos", completa a nutricionista Roseli Rossi.
A obesidade é o resultado de ingerir mais energia que a necessária. É caracterizada pelo acumulo excessivo de gordura. No entanto, é importante ressaltar que caráter genético, socioeconômico e metabólico também contribui para o aumento do peso.
Assim, a nutricionista Roseli Rossi alerta os pais sobre a importância de se observar e reeducar a alimentação das crianças para evitar doenças como diabetes, hipertensão e complicações cardíacas, problemas físicos e de auto-estima. "Para promover uma boa nutrição à criança é preciso entender que ela não é um adulto pequeno, mas um ser que tem características próprias e se encontra num processo marcado por rápido crescimento e maturação fisiológica. As recomendações dietéticas válidas para os adultos não podem ser aplicadas ao escolher alimentos para crianças", comenta Roseli.
"O cardápio infantil deve conter todos os nutrientes (vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e lipídeos) necessários para garantir energia e manutenção do organismo, sem sobrepeso", defende a nutricionista.
Como estimular a criança a comer melhor:
- Cardápios coloridos: As cores dos alimentos ajudam a compor a apresentação dos pratos e são ótimas para atrair a atenção e o apetite da criança. Para isso, as frutas, os legumes e os folhosos são bons aliados.
- Alimentos preferidos: Sempre que possível, inclua na refeição da criança os alimentos de maior preferência. Assim, ela aceitará melhor os outros.
- Importância da alimentação: Na medida do possível, explique para a criança a função dos alimentos e porque a dieta deve ser variada.
- Modo de preparo dos alimentos: A família e a criança não precisam ter cardápios diferentes, o ideal é adaptar a maneira de elaborar os alimentos usados habitualmente pelos adultos de acordo com a faixa etária da criança. Porém, sempre considerando que as necessidades nutricionais são específicas.
- Insistir em novidades: Nem sempre a criança concorda em comer uma preparação que lhe é oferecida pela primeira vez. É necessário provar o mesmo alimento de oito a dez vezes antes de aprová-lo e incluí-lo em seus hábitos alimentares.
- Tranqüilidade nas refeições: O horário da refeição deve ser um momento tranqüilo, sem agitação e longe da televisão.
- Atividade Física: A atividade física para criança é essencial, principalmente para aquelas com sobrepeso. As atividades da preferência da criança e atividades familiares são as melhores opções.
Fonte: Jornal de Itupeva