
Células-tronco embrionárias
As células-tronco embrionárias estão sendo pesquisadas para tratamento e a cura de doenças como diabetes do tipo 1, mal de Parkinson, leucemia, doenças do fígado e muitas outras. A polêmica acerca do tema está na sua obtenção já que a maioria das técnicas exige a destruição do embrião. Muitos se mostram contrários a estas pesquisas por julgar que o procedimento é abortivo. Para os cientistas e favoráveis ao assunto, a técnica é a possibilidade de cura de muitos males e segundo eles o método não é abortivo porque está localizado fora do útero.
Recentemente cientistas norte-americanos descobriram um procedimento capaz de por fim a utilização de células-tronco embrionárias, segundo eles há uma forma de utilizar as células sem destruir o embrião. O novo método consiste em retirar uma única célula do embrião --seguindo um procedimento utilizado em clínicas de fertilização in vitro para fazer diagnósticos de defeitos genéticos. A retirada é feita ainda nos estágios iniciais do embrião, quando ele é formado por poucas células. De acordo com os pesquisadores, o método em geral não prejudica o embrião, que é congelado e supostamente pode ser utilizado em um futuro processo de fertilização. Vale ressaltar que a mesma empresa já havia divulgado o mesmo feito em 2006 e depois voltou atrás ao dizer que ao contrário do esperado, os embriões foram destruídos.
Em meio à polêmica, o Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal (STF) reuniu-se ontem em Brasília para o início do julgamento da ação de inconstitucionalidade movida pela Procuradoria Geral da República, contra o artigo da Lei de Biossegurança - de março de 2005 - que permite as pesquisas envolvendo células-tronco embrionárias.
Votação:
O assunto está em votação no Congresso Nacional e apesar de ter sido adiado, a utilização de células embrionárias recebeu na semana passada dois votos favoráveis o da presidente do STF, Ellen Gracie, e o do relator da ação, ministro Carlos Ayres Britto. O julgamento trata de uma ação de inconstitucionalidade movida pelo ex-procurador-geral da República, Cláudio Fontelles, que questiona trecho da Lei de Biossegurança aprovada pelo Congresso em 2005. Também favorável às pesquisas, o ministro Celso de Mello fez questão de ressaltar a importância histórica do voto do colega e relator Carlos Ayres Brito para o progresso da ciência e para abrir novas portas a quem sofre de doenças genéticas graves e paralisias provocadas por acidentes.
O relator acredita que o STF apoiará as pesquisas. Não há previsão de quando o assunto voltará à pauta.